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Como se tornar um intelectual da saúde: a illusio necessária e seus tormentos

Montagner, Miguel Ângelo ; Montagner, Maria Inez

Saúde e sociedade, 2016-12, Vol.25 (4), p.837-846

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Citations Cited by
  • Title:
    Como se tornar um intelectual da saúde: a illusio necessária e seus tormentos
  • Author: Montagner, Miguel Ângelo ; Montagner, Maria Inez
  • Is Part Of: Saúde e sociedade, 2016-12, Vol.25 (4), p.837-846
  • Description: Resumo Este ensaio emprega o arcabouço teórico de Pierre Bourdieu, autor fundamental para a descrição da prática científica, como estratagema heurístico para se obter uma compreensão hermenêutica do significado da graduação em saúde coletiva no contexto do campo da saúde, e tentar explicar se a formação do neo-higienista consegue possibilitar que os alunos de graduação em saúde coletiva incorporem a illusio necessária - mas não suficiente - para se transformar a saúde no Brasil. Trata-se de um ensaio que discute como a forma como o pensamento social, por meio de disciplinas das ciências humanas e sociais, introduziu-se historicamente no campo da saúde. Nesse processo, comenta-se como essas disciplinas formam o fundo de pensamento comum da chamada saúde coletiva e assim passam a incorporar o habitus dos profissionais da área. Por fim, discutimos como a aceitação do pacto inicial dos profissionais com as regras do campo e das formas simbólicas de sua legitimação poderia ocorrer e como os novos graduandos em saúde coletiva passariam a aceitar as regras tácitas e implícitas de atuação nesse campo. Constata-se o fato de que a dominação simbólica da clínica continua aparentemente inabalada e a formação de alunos em uma área que deveria contestar essa unicidade de pensamento parece manter intacta essa hegemonia, a despeito dos objetivos confessos da criação dessa graduação. Abstract This test employs the theoretical framework of Pierre Bourdieu, central author to the description of scientific practice as a heuristic artifice to obtain a hermeneutic understanding of the meaning of collective health undergraduate studies in the context of the field of health, and trying to explain if the formation of the neo-hygienist approach can enable undergraduates in collective health to incorporate the illusio necessary (but not sufficient) to transform health in Brazil. This is an essay that discusses how social thought, through courses of humanities and social sciences, was historically introduced in the field of health. In this process, we will discuss how these courses form the common thinking of the so-called collective health and therefore start to incorporate the habitus of the professionals in the field. Finally, we will discuss how the acceptance of the initial pact by professionals with the rules of the field and of the symbolic forms of their legitimacy could occur and how the recently graduated professionals in collective health would accept the unspoken and implied rules of acting in this field. We observed that the symbolic domination of the clinic is still apparently unshaken and that the training of students in an area that should challenge this oneness of thought seems to keep intact this hegemony, despite the avowed goals of creation of this undergraduate course.
  • Language: English
  • Identifier: ISSN: 0104-1290
    EISSN: 1984-0470
    DOI: 10.1590/s0104-12902016172319

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